Concerto de Gonçalo Moreira Quinteto 3/5/2012 – Links

Olá!

Muito obrigado a todos os que estiveram comigo no concerto de ontem no auditório do conservatório de coimbra. Foi muito bom!

Aqui vão alguns links relacionados com os tópicos dos quais falei ontem no concerto para quem sentiu curiosidade em saber mais

EMPATIA/ COMUNICAÇÃO/ DESENVOLVIMENTO PESSOAL

Children Full of Life – http://video.google.com/videoplay?docid=4281658332464414279

Center for Nonviolent Communication  – http://www.cnvc.org

Focusing Institutehttp://www.focusing.org/

Creative Edge Focusinghttp://www.cefocusing.com/

BFTAhttp://www.focusing.org.uk/

SAÚDE

Staffan Lindeberg MDhttp://www.staffanlindeberg.com/Home.html

Stephan Guyenet PhDhttp://wholehealthsource.blogspot.pt/

Emily Deans MD – Evolutionay Psychiatry – http://evolutionarypsychiatry.blogspot.pt/

Anastasia MD – Primalmeded http://primalmeded.com/

AMBIENTE

Jadav Payeng (Índia): Homem plantou sozinho uma floresta inteira – http://chennaifocus.wordpress.com/2012/03/26/a-tale-of-perseverance-a-man-grows-a-huge-forest-on-a-sand-bar-on-brahmaputra/#more-3473

TRANSIÇÃO EM PORTUGAL

Aldeia das Amoreiras Sustentávelhttp://aldeiasustentavel.net/

Álvaro Fonseca – Blog Transição ou Disrupção http://transicao_ou_disrupcao.blogs.sapo.pt/

The Hive (Colmeal – Góis) – http://www.thehiveportugal.org/

HortUA (Campus da Universidade de Aveiro) – http://projectohortua.wordpress.com/

Iniciativa de Transição em Telheiras – http://ecotelheiras.wordpress.com/inicio-de-uma-iniciativa/

Lousitanea – (Serra da Lousã) http://lousitanea.org/

Rede CONVERGIR – http://www.redeconvergir.net/

Tamera (Colos – Odemira) – http://www.tamera.org/index.html

TU-FCULhttp://www.tu-fcul.net/

Gaia – http://gaia.org.pt/

Transição e Permacultura Portugal (rede social) –  http://permaculturaportugal.ning.com/

Espero que possa ser útil a alguém!

Gonçalo Moreira

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Improvisação – ritmos melódicos I

Esta semana estou a estudar o primeiro capítulo do Vol. 4 “Melodic Rhythms” da “Inside Improvisation Series” de Jerry Bergonzi.

Este primeiro capítulo explora a ideia de limitar o número de notas que tocamos em cada compasso.

1) Tocar 3 notas por campasso:

a) Sempre com o mesmo ritmo.

b) Variando o ritmo de compasso para compasso.

2) Tocar 4, 5, 6, e 7 notas por compasso [também com as variações a) e b)].

3) Tocar 2 e 1 nota por compasso [ a) e b)].

4) tocar grupos de 1 a 7 notas mas agora sem a limitação de terem que ser tocados no mesmo compasso. Isto significa que podemos estender o grupo ao longo de mais do que 1 compasso.

Por outro lado as notas de uma grupo não têm que ser tocadas de forma conectada, como parte de um mesmo motivo. Podem ser tocadas de forma a que um ouvinte não perceba quais são os grupos de notas em que o improvisador está a pensar.

Este último exercício permite:

a) Desenvolver a capacidade de tocar ao longo dos compassos e da estrutura harmónica, conseguindo evitar a sensação de interrupção entre um acorde e outro.

b) Encontrar ritmos interessantes que normalmente não tocaríamos.

Acho que é uma ideia interessante a explorar e que permite ganhar alguma sensibilidade a nível de densidade melódica, de vazio e preenchimento musical, e de como ir de um extremo ao outro.

Vamos então quebrar cascalhinho!

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Improvisação – Escalas bebop I

Esta semana estou a estudar o primeiro capítulo do Vol. 3 “Jazz Line” da “Inside Improvisation Series” de Jerry Bergonzi.

Este primeiro capítulo aborda os princípios básicos das escalas bebop.

Basicamente construir uma escala bebop consiste em pegar numa escala ou modo “normal” e aplicar-lhe um cromatismo num sítio estratégico. Este cromatismo serve para que, caso toquemos a escala em colcheias a partir de notas do acorde, acentuemos sempre notas do mesmo e não notas “estranhas”. Ou seja, esta escala permite que as notas do acorde fiquem sempre no downbeat, definindo melhor a harmonia. Por outro lado, sendo uma escala com oito notas, preenche um compasso de 4 por quatro 4, se tocarmos uma nota por colcheia. É ,portanto, ritmicamente mais regular.

Escala bebop maior em Dó:

Dó Ré Mi Fá Sol (quinta) Sol# Lá (sexta) Si | Dó – cromatismo entre a quinta e a sexta.

Escala bebop dominante em Sol:

Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá Fá# | Sol – cromatismo entre a b7 e a tónica

Para praticar, tocar as escalas bebop maiores e dominantes, sempre em colcheias a começar no downbeat, a descer e a subir:

A) a partir da tónica

B) a partir da terceira

C) a partir da quinta

D) a partir da sexta para as maiores e da sétima menor para as dominantes

Estudemos irmãos!

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Improvisação – Escalas Pentatónicas I

Esta semana estou a estudar o primeiro capítulo do Vol. 2 “Pentatonics” da “Inside Improvisation Series” de Jerry Bergonzi.

Este primeiro capítulo aborda os princípios básicos das escalas pentatónicas.

Uma escala pentatónica é uma escala de cinco notas. Apenas cinco notinhas! Parece pouco? Já vão ver…Ai ui chamo-me António!

Escala pentatónica maior de Dó: dó ré mi sol lá  //tons e meios-tons: T/T/3ªm/T/3ªm

Escala pentatónica menor de Lá (relativa menor de dó, ou seja exactamente com as mesmas notas): lá dó ré mi sol //tons e meios-tons: 3ªm/T/T/3ªm/T

Basicamente that’s all folks

Agora o que vamos fazer com estas meninas? Neste primeiro capítulo vamos para já aprender a tocá-las em todas as tonalidades.

O Senhor Bergonzi escolhe apenas pensar nas menores visto que são equivalentes às maiores.

Assim o trabalhinho é estudar as 12 escalas pentatónicas menores – uma por cada tom.

No piano  as dedilhações por mim encontradas, com algum suor, foram:

Lám: Mão Direita (MD) 123 12 123 123 // 321 321 31 321

Mão Esquerda (ME) 421 31 421 421 // 124 124 12 124

Bbm: MD 123 12 123 123 // 321 321 31 321

ME 31 321 31 321 2 // 2 123 12 123 12

Bm  : MD 24 12 124 1245 //  5421 421 21 42

ME 31 321 31 321 2 // 2 123 12 123 12

Cm : MD 1 231 21 231 23 // 32 132 13 132 1

ME 5321 31  321 31 // 12 123 12 123 5

Dbm: MD  2 123 12 123 12 // 21 321 21 321 2

ME 31 321 31 321 2 // 2 123  12 123 12

Dm:  MD 1 23 12 123 12 3 // 32 132 13 132 1

ME 421 31 421 421 // 124 124 12 124

Ebm: MD 1 23 12 123 12 3 // 32 132 13 132 1

ME 421 31 421 421 // 124 124 12 124

Em: MD 1 23 12 123 12 3 // 32 132 13 132 1

ME 421 31 421 421 // 124 124 12 124

Fm: MD 1 231 21 231 23 // 32 132 13 132 1

ME 5321 31  321 31 // 12 123 12 123 5

Gbm: MD 2 412 12 412 45 //  54 214 21 214 2

ME 31  321 31 321 2 // 2 123 12 123 12

Gm: MD1 231 21 231 23 // 32 132 13 132 1

ME 421 31 421 421 // 124 124 12 124

Abm: MD 3 121 23 121 23 // 32 121 32 121 3

ME 421 31 421 421 // 124 124 12 124

Cá está! Estas dedilhações são para a mão direita. À esquerda está a dedilhação para fazer a escala a subir e à direita está a dedilhação para fazer a escala a descer. Para a mão esquerda é a mesma coisa mas ao contrário. A da esquerda para descer e a da direita para subir.

Agora é estudá-las!

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Porque é que é tão importante o rigor na ciência?

Quero chamar a atenção para este vídeo porque é mesmo muito muito muito importante. É um excelente trabalho do comediante Tom Naughton, protagonista do documentário “Fat Head”.

É assustador a quantidade de má ciência que anda a ser feita, ainda por cima numa área tão importante como a saúde.

É mesmo crucial perceber o básico sobre metodologia científica para que não sejamos continuamente enganados.

Por outro lado, a forma como a comunicação social interpreta as conclusões dos estudos é vergonhosa.

Os próprios profissionais de saúde muitas vezes não têm a formação que deveriam para perceber a fundo o que é um estudo científico bem feito e o que não é, e que conclusões podem tirar do mesmo.

Como é possível encontrarmos nos jornais notícia atrás de notícia a falar de um estudo epidemiológico, que NÃO PROVA CAUSALIDADE, como se o provasse? Como é que é possível que as orientações nutricionais oficiais se baseiem muitas vezes neste tipo de estudo?

E a partir dessas falhas fofinhas e aparentemente insignificantes nascem mito atrás de mito.

POR FAVOR VEJAM, VALE A PENA. E não, este não é só um alerta sensacionalista de alguém sem espírito crítico e que engole a primeira teoria da conspiração que lhe tentam impingir. Felizmente muitos dos artigos científicos são de acesso livre e portanto podemos ver pelos nosso próprios olhos este triste cenário!

Mais à frente irei mostrar em posts futuros artigos concretos e sua respectiva análise, só para percebermos um pouquinho melhor o nível da brincadeira de que estamos a falar, que por acaso só influencia a vida de milhões de pessoas…mas pronto, isso é um pormenor que se calhar só me interessa porque sou um “nerd”. Deveria era também ficar calado e dedicar-me à indústria farmacêutica. (não quero com isto dizer que não há imensas pessoas com boas intenções e de grande mérito tanto na investigação, como na comunicação social ou na indústria farmacêutica, mas isso por acaso não me chega para não ficar chateado à mesma, peço desculpa, sou um menino mal comportado que não gosta de ver inúmeras pessoas sofrer desnecessariamente, mas juro que estou a tentar mudar este traço de personalidade)

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Princípios da música universal

Depois de um primeiro post extremamente “nerdy” sinto a necessidade de contrabalançar com algo que me toca especialmente. É uma árvore importante que sustenta a minha inspiração musical.

Quero citar um texto que se encontra disponível no website do grande músico brasileiro Hermeto Pascoal (http://www.hermetopascoal.com.br/) na secção partituras intitulado “Princípios da Música Universal”. É um texto escrito por Aline Morena, mulher de Hermeto, e que representa algumas das lições musicais que a sua vivência com Hermeto lhe transmitiu…

“1) A Harmonia é a mãe da Música, o ritmo é o pai e a melodia ou o tema é o filho;

2) Música Universal é misturar sem preconceitos, mas com bom gosto;

3) Bom gosto não se aprende na escola;

4) Tudo é som;

5) Ser Músico Universal é amar, criar, imaginar e se inspirar nos sons da Natureza;

6) Natureza é tudo o que existe. São todos os Mundos. É a vida.

7) O Músico Universal não compara, não generaliza, só busca encontrar-se;

8 ) Cada um tem muito a contribuir para a Música;

9) O único rótulo que aceitamos para a música que fazemos é Música Universal;

10) A Música Universal é a confraternização e o amor entre os povos;

11) A essência já está em cada um, naturalmente;

12) Ser Músico Universal é estar aberto às influências naturais, sem premeditação;

13) Músico Universal é todo aquele que sente a Música Universal;

14) É a prática quem manda;

15) É preciso saber usar a teoria a favor da música;

16) A Música Universal é alimento para a alma;

17) Na Música Universal eu me encontrei;”

Que ecos têm estas frases em mim?

Também gostava de me encontrar. Ás vezes encontro-me a olhar à volta e ouço-me a perguntar: como é que eu quero contribuir para a Música?

Gosto de improvisar, de compor, gosto de tocar a minha alma e soprar na dos outros. Preciso disso, mas às vezes as pessoas metem medo e é difícil. E se tivesse a certeza que Deus existe e que sou uma alma imortal? Desapareceria o medo?

Quando a mãe de Hermeto morreu ele ficou contente. Segundo ele, ela foi para a sua verdadeira casa, a casa espiritual, e estava feliz. Ele sentia que ela queria que ele fosse compor mais um tema para a sua obra Calendário do som*, um livro que contém 367 partituras, uma para cada dia do ano. Chorou de saudade. A música saiu. Será necessária a crença num mundo espiritual?

Gostava de convidar o leitor a deixar estas 17 frases ressoarem dentro de si.

Talvez mais importante do que descobrir se são verdadeiras ou não factualmente é a oportunidade de explorar os nossos próprios sentimentos sobre o que a Música pode representar para nós. Qual a frase que mais o tocou? Será que também nos encontrámos na Música? E se isso não tem acontecido porque será?

O que falta na nossa relação com o mundo dos sons? Que qualidades tem a intimidade que temos com os sons que nos faz sentir realizados?

Comentem!

* Esta obra está disponível de graça no site do Hermeto

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Improvisação – Estruturas melódicas I

Estou a estudar o volume 1 da “Inside Improvisation Series” de Jerry Bergonzi.
Este primeiro volume trata de estruturas melódicas básicas – séries de 4 notas.
Vou estudar um capítulo de um dos 6 livros da “Inside Improvisation Series” de Jerry Bergonzi por semana, sendo que pretendo ir descrevendo as matérias no blog.
O primeiro capítulo incide sobre as estruturas melódicas que começam na fundamental do acorde.
a) Para acordes maiores e dominantes a estrutura melódica é 1235.
b) Para acordes menores a estrutura melódica é 1345.
Quando estes acordes tiverem alterações têm que se aplicar as respectivas alterações na estrutura melódica correspondente
Exemplos:
a) Cmaj7: Dó – 1 (por ser a primeira nota do modo correspondente, sendo que o modo escolhido é o modo jónico (escala maior));
                     Ré – 2 (por ser a segunda nota do modo correspondente);
                     Mi – 3 ( ” );
                     Sol – 5 ( ” ).
b) D-7: Ré – 1; Mi – 2; Fá – 3;
Tendo determinado a série,  o autor seguidamente joga com as  diferentes permutações do estado fundamental da mesma e propõe estudar temas da seguinte forma:
Tocar o tema,
a) com permutações da série a começar na nota 1;
b) a começar na nota 2 (acordes com 3ªM) / 3 (acordes com 3ªm);
c) a começar na nota 3 (acordes com 3ªM) / 4 (acordes com 3ªm);
d) a começar na nota 5.
Exemplo:
Para o acorde Cmaj7:
a) 1235 (entre outras possibilidades como 1325…)
b) 2135 (“)
c) 3521 (“)
d) 5321 (“)
Algumas sugestões para estudar estas estruturas
Dinâmica:
a) Escolher uma de entre as seguinte oito dinâmicas
ppp, pp, p, mp, mf, f, ff, fff
e tocar todo o tema respeitando essa intensidade.
b) Fazer crescendos e decrescendos começando na primeira nota da estrutura e acabando na última nota da mesma estrutura.
c) Acentuações em diferentes notas da estrutura.
Articulação:
a) Escolher uma de entre as seguintes 3 articulações
Staccatissimo, stacato (metade do valor), marcato (2 terços do valor mas sem a usual acentuação) e tenuto (legato)
e tocar todas as notas com a mesma.
b) Tocar diferentes notas com diferentes articulações.
Espero que esteja suficientemente claro para ser útil aos estudantes da arte da improvisação.
Têm dúvidas ou sugestões? Comentem!
Grande Abraço e bom estudo
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